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segunda-feira, 20 de maio de 2013

DESAFIOS DA INCLUSÃO SOCIAL PARTE 3 (FINAL)


INCLUSÃO SOCIAL
A Educação Inclusiva, como o próprio nome diz, visa incluir na sociedade escolar todo perfil de aluno; seja ele dito “normal”, possuidor de a alguma deficiência ou disfunção intelectual.  Hoje em dia na área educacional percebe-se a importância desse perfil de aluno está integrado a sociedade escolar, uma vez que a escola é a porta de entrada para a inserção do individuo à sociedade.
Podemos afirmar que a educação aqui no Brasil está saindo de sua fase embrionária e vem ganhando espaço nas disciplinas de formação docente nas universidades, nos cursos livres e profissionalizantes.  Ouvimos nas mídias sociais, nos meios de comunicação a preocupação para a prática inclusiva. Os avanços da psicologia também tem ganhado muito espaço com suas ampliações cientificas que tem sido de grande importância para avaliação do perfil educacional.  O docente tem sido preparado com mais incisão com relação ao tema nas faculdades, e cursos de extensão para professores já formados.   O ideário da inclusão social se torna algo completo no que se diz respeito aos parâmetros de justiça social, mas hoje ainda não passa de uma ideia utópica para que essa concepção venha a se tornar uma realidade comum em nossa sociedade.  As dificuldades são muitas: ainda há falta de preparo dos docentes, falta de profissionais para auxiliar deficientes nas escolas, falta de centros de apoio ao aluno deficiente, falta de material especifico para assistência em aula, e principalmente a conscientização da sociedade para que esse conceito ganhe importância e amadurecimento social.  O preconceito e a indiferença nas escolas também é um ponto importantíssimo a ser reavaliado.  O professor tem um desafio muito grande com relação a inclusão, pois além de ter que educar e incluir alunos que possuem deficiência física ou intelectual, existem aqueles que possuem algum problema de cunho psicológico causado por um estresse na atmosfera familiar, por exemplo. A educação trazida de casa pelo alunado individualmente falando, também é um grande desafio para o professor administrar em seu percurso escolar, pois a diversidade de culturas agregada por cada aluno em seu contexto familiar é levada para as salas de aula. A visão de mundo que cada aluno carrega em si, da concepção de ética religiosa, sexualidade, etnia e poder aquisitivo são outras barreiras a serem vencidas.  Outro ponto que deve ser relevado é a questão de do desinteresse do aluno pelas aulas.  Um levantamento divulgado em março pela ONG Todos Pela Educação revela que apenas 29% dos estudantes que concluem o ensino médio no pais sabem requisitos mínimos de português. Em matemática a situação é ainda pior: só 10%.  Os motivos do fracasso são muitos.  Vão de questões de infraestrutura e a má remuneração dos docentes.  O ultimo censo escolar realizado pelo Ministério da Educação afirma que cerca de 230 mil professores do 5º ao 9º ano que responderam um questionário sobre a causa dos problemas da aprendizagem, 91% afirmaram há desinteresse e falta de esforço por parte dos estudantes. De acordo com o Psicólogo americano Daniel Willingham: “Uma das coisas que mais desmotivam o aluno é ser colocado em uma forma de bolo, onde todos tem que seguir no mesmo ritmo”.


TECNOLOGIA COMO PRÁTICA EDUCACIONAL DE DIVERSIDADE
Na metade do século XX em diante, tais considerações podem ser fartamente observadas com o surgimento dos computadores que provocou profundas transformações culturais, sociais e econômicas na humanidade.  O computador está presente em quase tudo na vida do cidadão desde a vida doméstica, nos meios de transporte, no controle e automação da produção industrial e revolucionou os sistemas de informação e comunicação, alcançando seu auge com o surgimento da internet e da Web. Segundo Ruth Nogueira. “observando a história da humanidade, verifica-se que as tecnologias existentes em cada época marcam formas de organização social, de comunicação e de comportamentos e, influenciam na definição de novos valores... A Web oferece informações e opiniões diversas em várias línguas, culturas, visões de mundo, comportamentos, vivencias e entendimento da sociedade.”



Partindo desse pressuposto podemos entender como o sistema de TI se torna indispensável para inclusão social do alunado nas escolas. A informática é uma porta de entrada para todo perfil de aluno que contribui de forma dinâmica e faz com que todos, principalmente alunos que apresentam deficiências ou disfunções intelectuais se interajam com os alunos não possuidores de deficiência.  Através de jogos interativos, colaborativos, aplicativos e softwares de desenvolvimento educacional, o professor consegue ter opções para causar um rompimento na exclusão social. Um exemplo disso se encontra no piso superior de um prédio reformado na favela da Rocinha onde quase não existem paredes.  Duas grandes salas abrigam alunos de 7º ao 9º ano.  Eles trabalham em grupos.  Alguns usam netbooks e notebooks para acessar o You Tube.  Outros fazem exercícios em uma plataforma digital. Os erros e os acertos são marcados em uma ferramenta digital onde o professor acompanha o progresso de cada um.  Os mais adiantados avançam as etapas em seu próprio ritmo e os mais atrasados recebem o auxílio do docente. Desde Fevereiro deste ano essa é a rotina do Ginásio Experimental de Tecnologias Educacionais (GENTE), que visa uma educação interacionista onde não existem prova bimestral, lição de casa ou recuperação.
            Infelizmente existe um contrapeso em todo esse avanço tecnológico. Com esse avanço, o custo de manutenção aumenta e provoca um distanciamento muito grande entre grupos sociais (entenda-se por classes sociais).    Segundo Olivia Bandeira de Melo Carvalho, “é cada vez mais aceita a ideia de que a distribuição desigual da tecnologia aumenta as desigualdades econômicas e sociais. No entanto, a maior parte das políticas públicas de inclusão digital dá ênfase à disponibilização dos aparatos tecnológicos, sem levar em conta outras competências necessárias para sua utilização, bem como outras políticas essenciais para a superação das desigualdades.”.


CONCLUSÃO
            Concluímos que filosoficamente falando estamos em um patamar de ideário de inclusão social bastante avançado, mas também entendemos que essa realidade na prática está muito longe de ser verdade.  Ao comparar com países desenvolvidos como EUA, Japão, China, Canadá e outros, estamos muito abaixo não só no conceito de inclusão, mas de educação em geral.  Apesar de o País ter verba para esse tipo de investimento, faltam políticos sérios e que se comprometam com o ensino no Brasil.  O maior motivo que se torna inviável o investimento é que na cabeça da maioria dos políticos e empresários é que não há um retorno financeiro.  O mesmo acontece para Saúde, transporte, e outros.  Para haver solução e andamento da educação no Brasil é necessário haver uma reforma de base e uma politica nacionalista em prol do desenvolvimento social.
BIBLIOGRAFIA
CARVALHO Olívia - Liinc em revista, Vol 5 , nº 1 (2009)
NOGUEIRA Ruth - Revista Geografares, n°12, p.228-257, Julho, 2012
ROTHAMAN Paula – Sob Medida, Revista Info, Edição 328 – Abril, 2013

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