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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UMA VISÃO SOBRE A FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL

Fonte:  trabalho feito para o terceiro período de Licenciatura em História sobre a reflexão da formação docente no Brasil (Alessandro C., Fábio M., Victor C.)

O objetivo desse artigo é mostrar a importância da formação docente em sua excelência, ressaltar a importância do conhecimento pedagógico enquanto importância na formação do professorado, analisar e apontar os maiores avanços e retrocessos ocorridos na transição das bases curriculares educacionais.  O trabalho visa também a desenvolver uma reflexão sobre a importância do conhecimento pedagógico na formação da disciplina e se essa formação tem auxiliado de fato o professor no seu dia-a-dia dentro da atmosfera escolar.  Não é necessário apenas ser um professor detentor de conhecimentos somente de sua disciplina habitual de formação.  Hoje o professor deve ter em mãos as ferramentas pedagógicas necessárias, para assim, trabalhar administrando com cuidado, qualidade e destreza as aulas dentro de sala de aula.  A partir dessa premissa, o docente passa a ser visto como um profissional completo apto a exercer uma visão interacionista no âmbito educacional.  Uma premissa onde ele não é somente o detentor dos conhecimentos de sua disciplina de vigência, mas um gestor educacional, onde ele administra o cotidiano escolar com maior controle sobre seu alunado.
            Com os avanços ocorridos no Brasil, a partir da segunda metade do século XX, viu-se necessário uma reformulação na Política Educacional, causada pela globalização, pelas transformações sociais, políticas e econômicas.  A partir da década de 1990, mais necessariamente em 1996 com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), foi revista a situação educacional das instituições de ensino e a de toda a comunidade escolar alcançando alunos e profissionais da área.  Partindo desse pressuposto, houve uma maior profissionalização do docente e uma reorganização em todas as áreas de ensino atingindo os extremos, desde a Educação Básica a Educação Superior. Nessas transformações buscou-se um maior preparo do docente para realização de sua gestão educacional.  Reformas na Educação Superior e novas diretrizes foram agregadas nos cursos de formação visando maior qualidade ao ensino e melhor preparo do profissional.  Baseadas em todas as afirmações acima será necessário filtrar todo conteúdo ensinado nos cursos de formação docente separando aquilo que é utopia daquilo que é realidade no meio educacional.

           
2 – OPINIÃO DE UM PROFISSIONAL SOBRE A FORMAÇÃO DOCENTE

            Para entendermos melhor a situação entrevistamos o professor T.M. da escola I.S.A.S. a respeito do assunto:
Há quantos anos leciona?
Leciono a 7 anos.
Trabalha na rede pública ou particular?
Rede particular.
Você teve alguma preparação na sua formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais de aprendizado?
Não.
Buscou ou busca uma formação adicional para trabalhar com alunos com necessidades de aprendizado? Por quê?
Um curso de extensão que participei oferecido pela prefeitura municipal de Petrópolis. Devemos estar sempre atualizados com as necessidades encaradas no dia a dia em sala de aula. Estar bem preparado, significa inserir com mais facilidade aquele aluno portador de alguma necessidade de aprendizagem.
Já teve algum aluno com necessidades especiais? Se sim, como foi a experiência?
Sim. Uma cadeirante e alunos com hiperatividade. Apesar de não apresentar nenhuma limitação mental aparente, percebe-se uma dificuldade da aluna cadeirante de acompanhar os demais. Investigando, soube que o parto havia sido complicado e a chance de sobrevivência era mínima. Talvez por essa situação a aprendizagem seja distinta dos demais. Em relação aos demais, pouquíssimos possuem diagnóstico clínico da hiperatividade ou de outro problema. Alguns pais não aceitam que o filho apresenta um problema e apenas ignoram. 
Que dificuldades específicas você imagina que um aluno com necessidades especiais poderia ter numa aula de História?
Dificuldade relacionada na interpretação de textos e documentos. Como o andamento da aprendizagem segue um rumo próprio, o mesmo aplicado aos demais não surte os mesmos efeitos sobre alunos portadores de alguma necessidade especial.
Acredita que é preciso uma capacitação maior e melhor dos professores para atender a esses alunos?
Com toda a certeza. A inserção deles na sociedade é cada vez mais frequente e como atuamos diretamente na sua educação, devemos sempre estar aptos a esse tipo de ensino.
OBS: Por alunos com necessidades especiais falamos de alunos com alguma deficiência física (surdez, cegueira...) ou alunos com distúrbios de aprendizagem (dislexia, hiperatividade...).





3 – ANÁLISE CRITICA AO ARTIGO “FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL: CARACTERISTICAS E PROBLEMAS”

            Uma premissa importante dentro do âmbito educacional, seja ela durante a graduação ou já no momento em que o formando exerce a profissão dentro do seu magistério, é saber quem são e porque querem ser professores.  Segundo o artigo de Bernadete Gatti, a maior preocupação se encontra baseada em dados dos graduandos em disciplinas especificas para magistério. Como o próprio artigo diz, muitos veem o magistério como um seguro desemprego, ou uma segunda opção profissional. Outra coisa mencionada no artigo é a relevância da bagagem cultural que esse aluno leva desde o seio familiar. Para entendermos essa afirmação devemos fazer um retrocesso na história do Brasil. Devemos lembrar que na primeira metade do século XX, o Brasil era um país essencialmente agrícola. Tal situação continuou se arrastando até a segunda metade do mesmo século e isso fez com que a escolaridade se tornasse tardia (BORIS).  Muitos são os brasileiros, em média com mais de 50 anos, que na sua juventude não passaram da 4ª série.  Os que tiveram mais oportunidades de estudo conseguiram se desenvolver em cursos profissionalizantes para capacitação nas indústrias (principalmente no período da repressão e do “milagre econômico” do governo Médici), mas dificilmente a Educação Superior. Pode-se afirmar que Educação Superior no país é um conceito novo já que a maioria dos alunos que cursam esse estágio de ensino possuem pais menos instruídos. Em um país cujo metade da população com 25 anos ou mais não completou o ensino fundamental, segundo o censo de 2010 (49,5%), a qualidade da formação docente se torna um pano de fundo nessa situação.             
            As mudanças na área educacional sobre a formação docente nas universidades têm sido lentas e graduais, dada a situação adversa em que o docente se encontra nas escolas, onde não se tem priorizado o incentivo a qualidade e as implementações de infraestrutura (referindo à rede pública de ensino). De acordo com a pesquisa de estudo do instituto McKinsey, países com melhores sistemas educacionais apresentam três fatores importantíssimos para que se obtenha sucesso na qualidade de ensino (RATIER).  Três dos quatro tópicos estão diretamente ligados ao docente:

1-      Selecionar os melhores professores
2-      Cuidar da formação docente
3-      Não deixar nenhum aluno para traz
4-      Capacitar a equipe de gestores



            Quanto à educação de diversidades estamos muito atrasados em relação aos países que servem de modelo na educação. Geralmente esses professores cursam a modalidade de educação especial por aproximadamente cinco anos em período integral, para quando for exercer o ofício de professor ele esteja focado em investigar a origem dos problemas do aluno, seja ele de ordem psíquica, familiar ou aprendizado, e usar de recursos especiais para manter esses alunos no mesmo nível dos demais (MAUÉS). Exemplos como esses vemos na Coreia, Japão e Finlândia, onde a última citada ocupa um dos maiores pontos do exame do Pisa.
            De acordo com o professor T.M. podemos constatar que mesmo com um curso de extensão podemos ver que muitos professores estão despreparados para exercer a sua função. Cursos de extensão não podem ser comparados com curso onde o professor é preparado de maneira mais incisiva como descrito no paragrafo anterior. Cursos de extensão apresentam somente atualizações e noções ideológicas, mas nunca um conceito total de experiência e habilidade com situações de diversidade.



5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

            Concluímos, pois, que o sistema de ensino fez progressos com as Leis de Diretrizes e Bases, onde se hierarquizou conceitos organizaram plataformas de ensino e caracterizou as modalidades da educação. Tudo isso teve um impacto muito positivo levando em conta principalmente o conceito de gestão democrática. Mas tudo isso que referimos como relevante está somente na plataforma ideológica. Na realidade, no plano físico, organizacional e executivo; caminhamos em passos lentos.  Faltam lideres e pessoas que se comprometam com a questão da inclusão e diversidade. É necessário usar recursos com mais seriedade e preparar o professor com a visão que ele se torne um profissional completo. Cursos de extensão ajudam, mas não resolvem. Uma outra solução seria o estágio obrigatório com alunos possuidores de deficiências variadas onde o professor irá se focar no conceito e adquirir experiência ao trabalhar diretamente com o contexto citado.  Cursos de Libras poderiam entrar como disciplina obrigatória e com certificações para a profissão docente. Para complementar lembramos que até 1979, a Coreia do Sul era um pais mais pobre que a Nigéria (RATIER). Mas com o uso dos recursos financeiros focado em sua grande estância para a área educacional, esse pais hoje se tornou um exemplo em educação e cidadania.  Após implantarem um novo ideal de vida e investimento a longo prazo, tornou-se possível o “milagre educacional”.  Exemplos como esse e de outros países devem ser seguidos por países mais atrasados do globo.

 REFERÊNCIAS
CAMPAGNUCCI Fernanda, Vozes da Educação, 2012 Disponivel em: <http://vozesdaeducacao.org.br/blog/2012/02/09/como-formar-bons-professores-para-a-educacao-basica/> Acesso em: 04 jun 2013

FAUSTO Boris – História Concisa do Brasil, 2012 p. 268

MAUÉS, Olgaseis – UFPA – As politicas de formação de Professores, 2010  
Disponivel em: ‎> Acesso em 01 jun 2013
     
RATIER, Rodrigo, MARTINS Rita, SANTOMAURO Beatriz –  Paises com melhores sistemas de ensino, Revista Nova Escola, Edição 216, 12/2008. Disponivel em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/eles-podem-inspirar-busca-solucoes-423178.shtml> Acesso em: 04 jun 2013.






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