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HISTÓRIA DO BRASIL


 Baseado no documentário Histórias do Brasil - TV Cultura

                Muitos chegaram ao Brasil no encalço da descoberta dos Portugueses em 22 de Abril de 1500.  Nas primeiras décadas do século XVI, encantado com o oriente e suas especiarias, Portugal não fixou colonos na América, mas espalhou feitorias, com função comercial e de defesa, como a de Cabo Frio.  Os europeus se atiravam no litoral por causa do precioso pau-brasil, que fornecia um corante avermelhado cobiçado nos mercados europeus.  Outros desembarcavam à força, degredados pela justiça portuguesa, ou acaso, nas tripulações dos navios.   Eram tempos de oportunidades, cobiça e disputas numa terra que nascia sob o signo do encontro de mundos tão diferentes.   Segundo Eduardo Viveiros de Castro -  Antropólogo e Professor da UFRJ __ “quando os europeus chegaram no século XVI eles encontraram uma terra densamente povoada ao contrário do que se pensava; com populações na costa muito semelhantes entre si. Do ponto de vista da língua e da cultura, vieram a ser conhecidos como Tupi-Guarani.  Os europeus foram muito bem recebidos ao chegarem à terra, como foi relatado na carta de Pero Vaz de Caminha.  Mas a medida que os Europeus foram revelando sua verdadeira face (cobiça, exploração, desprezo ao próximo etc...), começaram ser tratados como inimigos. Neste contexto então os Europeus eram capturados, torturados e executados cerimonialmente.  Os europeus nunca foram os inimigos prediletos dos índios, eles tinham como inimigos outros índios.  Os Europeus estavam muito abaixo da ideia de humanidade definida pelos índios.” 





A guerra indígena era uma guerra totalmente diferente em sua filosofia geral.  Era totalmente diferente da guerra territorial europeia, onde era uma guerra de vingança, uma guerra de duelo, de honra etc. Os Tupinambás tinham uma antropofagia guerreira e ritual, isto é; eles comiam os seus prisioneiros.  É importante frisar que esses índios não comiam qualquer pessoa, tão pouco eram canibais.  O sentido de comer seus prisioneiros eram totalmente cerimonial.  Esse cerimonial de execução, pode-se dizer que era um rito de passagem.  O índio só conseguia passar para idade adulta, quando matava um prisioneiro.  Para casar e ter filhos “legalmente” também dependia da execução de prisioneiros de guerra.  Resumindo, a reprodução e o crescimento da tribo indígena dependiam desse ritual de passagem.  O ritual Tupinambá de execução envolvia sempre a aquisição de um novo nome. No caso de um adolescente, o seu primeiro nome de adulto.  Quanto mais nomes tinham o índio, mais se provava de seu valor como guerreiro.  Também era atribuído a esses índios o uso de adornos, semelhantemente como se faz com as insígnias militares.  Baseados em depoimentos de padres Jesuítas em documentos antigos, relataram que havia índios que possuíam mais de 100 nomes!!!


                O objetivo principal da guerra indígena era a captura de prisioneiros.  O curioso é que os prisioneiros não eram executados de imediato, ou tratados como tal.  A cordialidade era tanta que chegavam até dar uma esposa, com quem ele se deitava e tinha até filhos. É claro que essa esposa também servia de vigia.  No nosso ponto de vista militar, por exemplo, numa guerra, achamos os nossos inimigos até menos que gente; exemplo disso foi a forma como os alemães tratavam os seus prisioneiros nos campos de concentração.  O curioso no caso dos Tupinambás, eles faziam questão de humanizar ao máximo possível o seu prisioneiro.  De acordo com Eduardo Viveiros de Castro, “eles faziam questão de saber que estavam comendo gente...”. 

  

Recapitulando: O individuo feito prisioneiro, era humanizado, socializado, casado e tinha filhos.  Mas chegava uma hora em que ele devia ser executado. Os dias em que se antecedia o ritual, o prisioneiro era transformado em inimigo novamente, onde ele perdia todo o vinculo social que ele tinha com o meio social em que ele viva.  A sociedade o minimizava de forma que quando ele chegava à praça pública para a execução ele havia se transformado em um inimigo completo. Quem matava o cativo era sempre um homem, ou seja, um jovem se iniciando matava o cativo.  Segundo Eduardo Viveiros de Castro o julgamento tinha como tema vingança.  O Chefe da tribo perguntava ao cativo:  _ Você é o (nome do índio) que matou e comeu os nossos semelhantes? O Cativo respondia:  _ Sim sou eu e estou aqui para morrer como homem e meus semelhantes se vingarão.  O que fazia mais prova de arrogância era o cativo, pois estava ali para ser vingado.  Muito interessante não acham? Abaixo vai um vídeo sobre esse tema muito legal feito pela TV Brasil. 






Baseado no documentário Histórias do Brasil - TV Cultura



                O açúcar dominou o Brasil colônia.  Os canaviais e a preparação do precioso gênero já eram conhecidos dos portugueses antes disso, o que facilitou a sua implementação. No litoral do Brasil engenhos foram se multiplicando e desenhando a paisagem do nordeste onde o clima, o solo e as rotas dos negociantes muito ajudaram.  Mas o doce que escorria do engenho dependia da vida amarga e do sofrimento de escravos, durante muito tempo fornecido pelas populações indígenas.  As dificuldades de repor a mão de obra indígena favoreceram o uso de escravos trazidos da África, que rendiam a cora portuguesa e à própria Igreja grandes lucros.
                De acordo com a Historiadora Mary Del Priore, as Casas de moradas do período colonial eram verdadeiras indústrias caseiras, onde se destitui o mito de que as mulheres ficavam apenas na varanda ou bordando. De acordo com estudos realizados descobriu-se que  elas acordavam a por volta 4:30 h da manhã, as 5:00 h ela já estavam descaroçando mandioca, as 6:00 h horas elas já estavam abrindo as vagens de feijão, as 7:00 elas estavam preparando os remédios caseiros, pois elas tinham uma espécie de farmácia dentro de suas residências; enfim as o dia-a-dia dessas mulheres eram preenchidos por atividades que eram compartilhadas com as demais escravas e que acabavam gerando até uma possível afinidade entre essas mulheres.

                                       

                Sem dúvida alguma a figura mais importante na casa era o Pai de Família, aquela figura patriarcal que detinha todo o poder e autoridade dentro da moradia, entre os escravos, os demais colonos e parentes. De acordo com Mary Del Priore, através de estudos realizados, esses homens não ficavam apenas em sua rede abanados por escravos.  Eles estavam constantemente em movimento, visitando os campos e as feitorias, vigiando o trabalho dos escravos participando constantemente dos feitos.  Alguns senhores com menos poder aquisitivo acabavam participando até mesmo dos trabalhos braçais nos campos juntamente com os escravos.
                Dois dos produtos básicos na agricultura brasileira vieram dos índios:  O milho e a mandioca.  O milho foi domesticado na América e a mandioca mais precisamente na Amazônia. Esses e outros vegetais acabaram se tornando parte da dieta brasileira.  O amendoim, o tomate (que foi cultivado no México), a batata (cultivada na Colômbia e no Peru) acabou por se tornar parte da alimentação mundial.  Todo esse costume moderno deve-se unicamente a agricultura ameríndia. 



                A expansão do cristianismo e da cultura europeia pelo mundo acabou por criar um conceito sobre os não cristãos.  Referiam-se Bárbaros, os povos que não acreditavam ou não tinham a religião cristã como base.  Ronald Raminelli, historiador e Professor da UFF diz: A partir do momento que para o europeu era importante ter escravos indígenas, a descrição dos ritos indígenas vai valorizar esse aspecto bárbaro.  A partir do momento em que caracterizar os índios como antropófagos e não temente a Deus ficava mais fácil escraviza-los.   Segundo Eduardo Viveiros de Castro,  a língua Tupi-Guarani não produzia os fonemas F,  R e L que possuía no francês e português.  Os Jesuítas perceberam isso e infelizmente foi feito um trocadilho que dizia que os índios não tinham Fé, Rei e Lei.  A mensagem do Cristianismo é uma mensagem de abdicação das próprias vontades, de uma obediência a uma entidade superior; o que acabou sendo algo muito estranho aos índios, fazendo que eles fossem tratados como bárbaros.  Percebendo que os índios tinham dificuldade para serem catequizados, tornou-se mais fácil escraviza-los.  
Segundo o Historiador Alberto da Costa e Silva, o índio estava em seu território.  Para haver facilidade na para escravizar, é preciso tirar o indivíduo de seu território, é preciso que ele morra civilmente, isola-lo e manda-lo pra longe, onde há outra língua, outros costumes, outra ideologia de forma que o escravo fique totalmente independente de seu senhor, por fim; aprender a viver novamente. Foi o que não  aconteceu com raras exceções na escravidão ameríndia.  Por exemplo:  O índio capturado no Pará era levado para o Rio Grande do Sul para ser escravo e vice e versa.  Como isso pouco aconteceu, a escravidão indígena teve muitos problemas, pois uma vez o índio escravizado no seu habitat natural, mais ficava fácil sua fuga, uma vez que ele conhecia o território muito melhor do que seu próprio senhor.  Infelizmente foi o que não aconteceu com os escravos trazidos da África.  Eles estavam sendo levados à um lugar onde tudo era diferente.  Ali o Negro devia reaprender seus hábitos e como diz o Historiador Alberto da Costa ele deveria renascer.
Segundo o historiador Ronaldo Vainfas os Jesuítas após um tempo perceberam que não era um bom caminho a escravidão dos índios, pois isso atrapalharia totalmente a missão católica nas terras colonizadas.  Em relação aos Africanos eles perceberam que a escravidão seria boa para eles, pois esses “Bossais” como diziam os Jesuítas, viviam terras habitadas pelo demônio e não tinham noção nenhuma de divindade.  Trazer eles da África para a Europa e Américas seria uma forma de salvar a alma dessas pessoas da condenação.  Logicamente que os Jesuítas usaram argumentos bem fundamentados para que isso fosse possível, no que acabou se tornando um compromisso da Igreja em manter o sistema escravagista. 


Segundo Alberto da Costa, os negros quando chegavam capturados ao litoral para embarcarem achavam que os Brancos eram antropófagos.  Eles acreditavam que os vinhos que eles bebiam ali no porto, eram de sangue dos escravos que foram mortos.  Os Africanos além de vir para em situações muito precárias dentro do navio, eles viam amargurados sem saber o que iriam fazer com eles quando chegassem ao seu destino.  Uma coisa curiosa é que os Brancos fediam muito, pois quase não tomavam banho.  Eles passavam meses ou semanas dentro do navio sem se banhar.  O Africano tomava banho em média de 2 a 3 vezes por dia.  Esse cheiro só servia para aumentar a desconfiança cada vez maior dos africanos que os brancos eram antropófagos.
Segundo o Historiador Jonh Monteiro, de acordo com a Historiografia brasileira, quando houve a transição da escravidão indígena para escravidão africana, a escravidão indígena acabou o que não passa de mito.  Os índios continuaram em muitas funções sob o sistema escravagista.  Muitos assumiam a função de barqueiros, lenhadores, agricultores entre outros.  Mas a atividade mais importante para eles ainda era a agricultura ao redor dos engenhos. 






Baseado no documentário Histórias do Brasil - TV Cultura



                Nos sertões da América portuguesa, no final do século XVII, mamelucos e paulistas partilharam das agruras do cotidiano das bandeiras.  Eles comiam o que a natureza oferecia, se abasteciam das águas dos rios e córregos e curavam as suas feridas usando a “botica da natureza”, de acordo com a sabedoria indígena.  Terminada a fase de apresamento dos índios para abastecer as lavouras do Planalto, os homens de São Paulo de Piratininga e outras vilas próximas passaram a organizar suas expedições com outro objetivo:  a busca do ouro.  As “armações” iam deixando pelos caminhos rastros de destruição enquanto alargavam o território para os portugueses e a ambição dos homens. 
                De acordo com o historiador Márcio Roberto Alves dos Santos, São Paulo era uma província de segunda ordem no que se diz respeito a distribuição econômica da colônia e no sentido demográfico, onde registrava-se apenas cerca de 3.000 habitantes.  A população concentrava-se mais em outras províncias:  45.000 em Salvador, 35.000 em Recife e 4.000 no Rio de Janeiro.   São Paulo mantinha uma independência de certa forma expressiva em relação aos desígnios da cora. Nos documentos coloniais era possível achar traços de uma população altiva, rebelde, que não se dobrava aos desígnios da cora portuguesa.   Foi por conta dessa marca de província de segunda ordem que se viu a necessidade de criar o movimento que foi chamado pela historiografia de bandeirantismo ou bandeirantismo para que a província crescesse.   


Segundo Jorge Couto, historiador e professor da Universidade de Lisboa, o colono europeu tinha uma visão mística do “El Dourado”, e o paulista trazia dentro de si uma mistura de pragmatismo e sonho de acha-lo, mas principalmente conseguir mão de obra indígena, diga-se de passagem.  Com isso eles se aprofundavam cada vez mais sertão adentro com objetivos precisos, que era capturar mão de obra indígena; não aqueles que ainda viviam isolados, em especial aqueles que já tinham tido contato com a cultura europeia trazida pelos jesuítas espanhóis na catequização dos mesmos.  
Segundo Jonh Monteiro, historiador e professor da UNICAMP, um dos mitos da História do Brasil é que essa ideia das bandeiras paulistas que aconteceram entre 1620 e 1640 era que os paulistas podiam suprir as carências da mão de obra na Bahia e outros lugares que foram privados do tráfico negreiro durante um breve período, porém a pesquisa mais recente mostra que a maioria, senão todos, os índios trazidos pelos paulistas ficaram em São Paulo e tiveram um papel na economia subsidiaria, produtora de alimentos que abastecia diferentes partes do Brasil.   Ronaldo Vainfas, Historiador e professor da UFF, observa que existe uma proximidade do universo cultural dos portugueses e nativos, pois a maneira em que os portugueses foram se apossando dos territórios conquistados, incluindo os perigos da mata e dos animais foi tudo com base do conhecimento indígena.   Sem a ajuda e o conhecimento dos índios, teria sido quase impossível se apossarem e se movimentarem naquelas terras não exploradas.   Muita gente pensa que a conquista do Brasil se deve a superioridade cultural, religiosa, cientifica dos portugueses.  A verdade é que muitas dessas conquistas foram conseguidas através de alianças com tribos indígenas, analisa Jonh Monteiro.  Segundo Ronaldo Vainfas o sucesso das operações portuguesas dentro do sertão deve-se aos mestiços.  Segundo ele foram os mamelucos (resultado da união entre o indígena e do português), eram os que lideravam as expedições em sua maioria. 


Os homens dessas expedições eram muito rudes e sem nenhum preparo intelectual, prova disso foi o fato deles não deixarem nenhum registro de viagem, nenhum catálogo ou coisa parecida.  O propósito deles tinha apenas o objetivo de enriquecimento para sua subsistência.  Os Paulistas eram os mais violentos no sentido de colonização, pois entravam mata adentro, capturavam os índios amarrando em cordas e trazendo-os em fila indiana, e executando aqueles que fossem rebeldes.  Segundo Katia Maria Abud, Historiadora e Professora da USP,  existe uma visão entre os historiadores que os bandeirantes destruíram um grande grupo de indígenas no decorrer da colonização, mas não foi apenas exclusividade do bandeirismo, pois no inicio do ciclo da cana de açúcar havia uma quantidade enorme de tribos indígenas no litoral brasileiro.  A pergunta é: onde eles foram parar? Quem os dizimou?


Na América tivemos dois tipos de exploração que se tornaram bastante interessantes.  Do lado espanhol havia as missões e do lado português havia as explorações privadas das províncias, como as bandeiras.  Um acabou se sobrepondo ao outro.  Segundo Jorge Couto, se não tivesse havido as bandeiras, certamente a América seria totalmente espanhola.  As bandeiras teve seu lado bom de acordo com os historiadores.  Foram através dessas expedições que o Brasil foi crescendo em expansão territorial e a descoberta do ouro por parte desses mesmos expedicionários.  Porém o lado mal dessa história onde todos os historiadores talvez concordem é que as expedições foram os grandes destruidores dos índios.

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