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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UMA VISÃO SOBRE A FORMAÇÃO DOCENTE NO BRASIL

Fonte:  trabalho feito para o terceiro período de Licenciatura em História sobre a reflexão da formação docente no Brasil (Alessandro C., Fábio M., Victor C.)

O objetivo desse artigo é mostrar a importância da formação docente em sua excelência, ressaltar a importância do conhecimento pedagógico enquanto importância na formação do professorado, analisar e apontar os maiores avanços e retrocessos ocorridos na transição das bases curriculares educacionais.  O trabalho visa também a desenvolver uma reflexão sobre a importância do conhecimento pedagógico na formação da disciplina e se essa formação tem auxiliado de fato o professor no seu dia-a-dia dentro da atmosfera escolar.  Não é necessário apenas ser um professor detentor de conhecimentos somente de sua disciplina habitual de formação.  Hoje o professor deve ter em mãos as ferramentas pedagógicas necessárias, para assim, trabalhar administrando com cuidado, qualidade e destreza as aulas dentro de sala de aula.  A partir dessa premissa, o docente passa a ser visto como um profissional completo apto a exercer uma visão interacionista no âmbito educacional.  Uma premissa onde ele não é somente o detentor dos conhecimentos de sua disciplina de vigência, mas um gestor educacional, onde ele administra o cotidiano escolar com maior controle sobre seu alunado.
            Com os avanços ocorridos no Brasil, a partir da segunda metade do século XX, viu-se necessário uma reformulação na Política Educacional, causada pela globalização, pelas transformações sociais, políticas e econômicas.  A partir da década de 1990, mais necessariamente em 1996 com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), foi revista a situação educacional das instituições de ensino e a de toda a comunidade escolar alcançando alunos e profissionais da área.  Partindo desse pressuposto, houve uma maior profissionalização do docente e uma reorganização em todas as áreas de ensino atingindo os extremos, desde a Educação Básica a Educação Superior. Nessas transformações buscou-se um maior preparo do docente para realização de sua gestão educacional.  Reformas na Educação Superior e novas diretrizes foram agregadas nos cursos de formação visando maior qualidade ao ensino e melhor preparo do profissional.  Baseadas em todas as afirmações acima será necessário filtrar todo conteúdo ensinado nos cursos de formação docente separando aquilo que é utopia daquilo que é realidade no meio educacional.

           
2 – OPINIÃO DE UM PROFISSIONAL SOBRE A FORMAÇÃO DOCENTE

            Para entendermos melhor a situação entrevistamos o professor T.M. da escola I.S.A.S. a respeito do assunto:
Há quantos anos leciona?
Leciono a 7 anos.
Trabalha na rede pública ou particular?
Rede particular.
Você teve alguma preparação na sua formação para trabalhar com alunos com necessidades especiais de aprendizado?
Não.
Buscou ou busca uma formação adicional para trabalhar com alunos com necessidades de aprendizado? Por quê?
Um curso de extensão que participei oferecido pela prefeitura municipal de Petrópolis. Devemos estar sempre atualizados com as necessidades encaradas no dia a dia em sala de aula. Estar bem preparado, significa inserir com mais facilidade aquele aluno portador de alguma necessidade de aprendizagem.
Já teve algum aluno com necessidades especiais? Se sim, como foi a experiência?
Sim. Uma cadeirante e alunos com hiperatividade. Apesar de não apresentar nenhuma limitação mental aparente, percebe-se uma dificuldade da aluna cadeirante de acompanhar os demais. Investigando, soube que o parto havia sido complicado e a chance de sobrevivência era mínima. Talvez por essa situação a aprendizagem seja distinta dos demais. Em relação aos demais, pouquíssimos possuem diagnóstico clínico da hiperatividade ou de outro problema. Alguns pais não aceitam que o filho apresenta um problema e apenas ignoram. 
Que dificuldades específicas você imagina que um aluno com necessidades especiais poderia ter numa aula de História?
Dificuldade relacionada na interpretação de textos e documentos. Como o andamento da aprendizagem segue um rumo próprio, o mesmo aplicado aos demais não surte os mesmos efeitos sobre alunos portadores de alguma necessidade especial.
Acredita que é preciso uma capacitação maior e melhor dos professores para atender a esses alunos?
Com toda a certeza. A inserção deles na sociedade é cada vez mais frequente e como atuamos diretamente na sua educação, devemos sempre estar aptos a esse tipo de ensino.
OBS: Por alunos com necessidades especiais falamos de alunos com alguma deficiência física (surdez, cegueira...) ou alunos com distúrbios de aprendizagem (dislexia, hiperatividade...).





3 – ANÁLISE CRITICA AO ARTIGO “FORMAÇÃO DE PROFESSORES NO BRASIL: CARACTERISTICAS E PROBLEMAS”

            Uma premissa importante dentro do âmbito educacional, seja ela durante a graduação ou já no momento em que o formando exerce a profissão dentro do seu magistério, é saber quem são e porque querem ser professores.  Segundo o artigo de Bernadete Gatti, a maior preocupação se encontra baseada em dados dos graduandos em disciplinas especificas para magistério. Como o próprio artigo diz, muitos veem o magistério como um seguro desemprego, ou uma segunda opção profissional. Outra coisa mencionada no artigo é a relevância da bagagem cultural que esse aluno leva desde o seio familiar. Para entendermos essa afirmação devemos fazer um retrocesso na história do Brasil. Devemos lembrar que na primeira metade do século XX, o Brasil era um país essencialmente agrícola. Tal situação continuou se arrastando até a segunda metade do mesmo século e isso fez com que a escolaridade se tornasse tardia (BORIS).  Muitos são os brasileiros, em média com mais de 50 anos, que na sua juventude não passaram da 4ª série.  Os que tiveram mais oportunidades de estudo conseguiram se desenvolver em cursos profissionalizantes para capacitação nas indústrias (principalmente no período da repressão e do “milagre econômico” do governo Médici), mas dificilmente a Educação Superior. Pode-se afirmar que Educação Superior no país é um conceito novo já que a maioria dos alunos que cursam esse estágio de ensino possuem pais menos instruídos. Em um país cujo metade da população com 25 anos ou mais não completou o ensino fundamental, segundo o censo de 2010 (49,5%), a qualidade da formação docente se torna um pano de fundo nessa situação.             
            As mudanças na área educacional sobre a formação docente nas universidades têm sido lentas e graduais, dada a situação adversa em que o docente se encontra nas escolas, onde não se tem priorizado o incentivo a qualidade e as implementações de infraestrutura (referindo à rede pública de ensino). De acordo com a pesquisa de estudo do instituto McKinsey, países com melhores sistemas educacionais apresentam três fatores importantíssimos para que se obtenha sucesso na qualidade de ensino (RATIER).  Três dos quatro tópicos estão diretamente ligados ao docente:

1-      Selecionar os melhores professores
2-      Cuidar da formação docente
3-      Não deixar nenhum aluno para traz
4-      Capacitar a equipe de gestores



            Quanto à educação de diversidades estamos muito atrasados em relação aos países que servem de modelo na educação. Geralmente esses professores cursam a modalidade de educação especial por aproximadamente cinco anos em período integral, para quando for exercer o ofício de professor ele esteja focado em investigar a origem dos problemas do aluno, seja ele de ordem psíquica, familiar ou aprendizado, e usar de recursos especiais para manter esses alunos no mesmo nível dos demais (MAUÉS). Exemplos como esses vemos na Coreia, Japão e Finlândia, onde a última citada ocupa um dos maiores pontos do exame do Pisa.
            De acordo com o professor T.M. podemos constatar que mesmo com um curso de extensão podemos ver que muitos professores estão despreparados para exercer a sua função. Cursos de extensão não podem ser comparados com curso onde o professor é preparado de maneira mais incisiva como descrito no paragrafo anterior. Cursos de extensão apresentam somente atualizações e noções ideológicas, mas nunca um conceito total de experiência e habilidade com situações de diversidade.



5 – CONSIDERAÇÕES FINAIS

            Concluímos, pois, que o sistema de ensino fez progressos com as Leis de Diretrizes e Bases, onde se hierarquizou conceitos organizaram plataformas de ensino e caracterizou as modalidades da educação. Tudo isso teve um impacto muito positivo levando em conta principalmente o conceito de gestão democrática. Mas tudo isso que referimos como relevante está somente na plataforma ideológica. Na realidade, no plano físico, organizacional e executivo; caminhamos em passos lentos.  Faltam lideres e pessoas que se comprometam com a questão da inclusão e diversidade. É necessário usar recursos com mais seriedade e preparar o professor com a visão que ele se torne um profissional completo. Cursos de extensão ajudam, mas não resolvem. Uma outra solução seria o estágio obrigatório com alunos possuidores de deficiências variadas onde o professor irá se focar no conceito e adquirir experiência ao trabalhar diretamente com o contexto citado.  Cursos de Libras poderiam entrar como disciplina obrigatória e com certificações para a profissão docente. Para complementar lembramos que até 1979, a Coreia do Sul era um pais mais pobre que a Nigéria (RATIER). Mas com o uso dos recursos financeiros focado em sua grande estância para a área educacional, esse pais hoje se tornou um exemplo em educação e cidadania.  Após implantarem um novo ideal de vida e investimento a longo prazo, tornou-se possível o “milagre educacional”.  Exemplos como esse e de outros países devem ser seguidos por países mais atrasados do globo.

 REFERÊNCIAS
CAMPAGNUCCI Fernanda, Vozes da Educação, 2012 Disponivel em: <http://vozesdaeducacao.org.br/blog/2012/02/09/como-formar-bons-professores-para-a-educacao-basica/> Acesso em: 04 jun 2013

FAUSTO Boris – História Concisa do Brasil, 2012 p. 268

MAUÉS, Olgaseis – UFPA – As politicas de formação de Professores, 2010  
Disponivel em: ‎> Acesso em 01 jun 2013
     
RATIER, Rodrigo, MARTINS Rita, SANTOMAURO Beatriz –  Paises com melhores sistemas de ensino, Revista Nova Escola, Edição 216, 12/2008. Disponivel em: <http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/eles-podem-inspirar-busca-solucoes-423178.shtml> Acesso em: 04 jun 2013.






segunda-feira, 22 de julho de 2013

FAZENDO HISTÓRIA COM UM VIOLÃO: DILERMANDO REIS



Violonista e compositor nascido em 22 de setembro de 1916 em Guaratinguetá, SP e falecido em 2 de janeiro de 1977, no Rio de Janeiro, RJ. Dilermando dos Santos Reis começou a estudar violão com o pai, o violonista Francisco Reis, que era funcionário público e tocava um violãozinho nas serestas da cidade. Dilermando tocava tudo de ouvido, e suas composições preferidas eram as do Canhoto.  Em 1931, aos 15 anos de idade, Dilermando já era conhecido como o melhor violonista de Guaratinguetá. Neste mesmo ano, assistindo a um concerto do violonista Levino da Conceição, que se apresentava na cidade, tornou-se seu aluno e seu acompanhador, seguindo-o em suas excursões. Levino da Conceição nasceu em Cuiabá em 12 de Novembro de 1895. Ficou cego aos 7 anos e começou aprender música aos 9 anos. Aos 12 anos já mostrava total domínio do violão, sendo capaz de improvisar e dominar todos os tons. Mudou-se para o Rio de Janeiro e foi estudar no Instituto Benjamim Constant. A partir de 1917 iniciou trabalho de ensino de música para cegos, tendo incentivado a criação de escolas para cegos no Amazonas, no Ceará, em Minas Gerais e na Paraíba. Em 1929, teve duas valsas gravadas por Augusto Calheiros. Foram elas, "Valsa da saudade" e "Saudades do Rio Grande", feito em parceria com Nelson Paixão. Em 1933 Dilermando chegou ao Rio de Janeiro, em companhia de Levino e segundo contou em depoimento ao MIS:
"Ao desembarcarmos na Central, tomamos o bonde com destino à Lapa à procura do violonista João Pernambuco" (amigo de Levino).
 João Pernambuco morou no casarão da Av. Mem de Sá, 81, onde funcionava uma república que abrigava, em sua maioria, músicos e jogadores de futebol. Lá João organizava animadas e concorridas rodas de choro que contavam com a participação de Donga, Pixinguinha, Patrício Teixeira, Rogério Guimarães e, ocasionalmente, Villa-Lobos. Passaram o resto do dia ( e a noite) com João Pernambuco, entre conversas e música. Em 1934, Levino a pretexto de ir a Campos, deixou pagos 15 dias de hotel para o jovem violonista e nunca mais voltou. Sozinho na cidade, Dilermando procurou auxílio com João Pernambuco, que o acolheu.


 Em fins da década de 30, envolveu-se num caso amoroso com Celeste, companheira de seu ex-professor Levino Conceição. O casal passou a residir na Rua Visconde de Niterói, próximo ao Morro de Mangueira. Viveram juntos por toda a vida. Um dos mais importantes violonistas brasileiros, atuou como instrumentista, professor de violão, compositor, arranjador, tendo deixado uma obra vultuosa, versátil, composta de guarânias, boleros, toadas, maxixes, sambas-canção e principalmente de valsas e choros. Iniciou sua vida profissional aos 18 anos de idade.
Segundo seu relato ao Jornal do Brasil:
 "Naquela época as lojas de instrumentos musicais mantinham professores de música que ajudavam a aumentar a clientela. Dei aulas numa loja na rua Buenos Aires, depois fui apresentado por um aluno ao dono da loja "Ao Bandolim de Ouro".
Em 1935, passou a lecionar na loja "A Guitarra de Prata". Por essa época, Dilermando começou a acompanhar calouros na Rádio Guanabara, trabalho esporádico e sem contrato. No intervalo de uma dessas apresentações, Dilermando como costumava fazer, solava uma valsa "Gota de lágrima", de Mozart Bicalho quando o radialista Renato Murce ouviu e gostou. Levou o violonista para a Rádio Transmissora e deu-lhe um programa de solos de violão, para experimentar o resultado. O programa foi um sucesso e iniciava-se neste momento uma carreira de violonista destinado à fama. Como já naquela época não era possível sobreviver apenas de solos de violão, continuou como acompanhador em regionais, como faziam todos os grandes violonistas da época (Garoto, Laurindo de Almeida, etc). Em 1940, transferiu-se pra a Rádio Clube do Brasil. Nesse mesmo ano, formou uma orquestra de violões (composta de 10 violonistas), à qual acredita-se que tenha sido uma das primeiras do gênero. Atuou com êxito na Rádio Clube e também Cassino da Urca.


Em 1941, gravou seu primeiro disco pela Colúmbia, onde constavam a valsa "Noite de lua" e o choro "Magoado", provavelmente o mais conhecido e mais executado de seus choros. Em 1944, fez um segundo disco também com composições suas. Em 1946, mais dois discos num dos quais registrou pela primeira vez músicas de outro compositor. Encerrou a década de 1940, com um total de nove discos gravados. A década de 50, representou a consolidação e grande avanço na carreira do artista. Em 1956, assinou contrato com a Rádio Nacional, com o programa "Sua majestade, o violão", nos primeiros anos apresentado por Oswaldo Sargentelli e posteriormente por César Ladeira. O programa tinha por prefixo a mazurca "Adelita", de Francisco Tárrega e se manteve no ar até 1969. Na década de 60, gravou vários LPs. Em 1960, lançou o disco "Melodias da Alvorada", em homenagem à nova capital, com arranjos e regência de Radamés Gnattali.



 De 1941 a 1962, lançou 34 discos de duas faces (68 músicas) em 78 rpm. Dentre essas, 43 de sua autoria. Com o início da era do LP, Dilermando passou a gravar perfazendo um total de 35 LPs gravados em sua carreira. Os LPs mostraram uma nova faceta do violonista: o acompanhamento de cantores com apenas um violão, que neste caso se caracterizava pela apresentação da canção, seguida de um solo de Dilermando, voltando ao acompanhamento para terminar. Nesse estilo de acompanhar, Dilermando esteve ao lado de José Mojica quando este veio ao Brasil e fez um total de sete LPs com o cantor Francisco Petrônio. Em 1970, Radamés Gnattali dedicou ao violonista o Concerto nº1, gravado nesse mesmo ano. Como professor, ensinou a grandes violonistas dentre os quais Darci Vilaverde e Bola Sete. Foi também professor de Maristela Kubitscheck, filha do presidente Juscelino, de quem foi grande amigo e parceiro de serenatas. Essa amizade, aliás, valeu a Dilermando a nomeação para um cargo público, o que muito lhe aliviou as dificuldades financeiras. Em 1972, gravou o LP "Dilermando Reis interpreta Pixinguinha", e em 1975 lançou "O violão brasileiro de Dilermando Reis" ambos pela Continental. Em alguns de seus LPs foi acompanhado pelos grandes violonistas Horondino Silva, o Dino Sete Cordas e em outros por Jaime Florence, o Meira. Além de sua vasta obra, Dilermando deixou inúmeros arranjos editados. Na década de 90, o violonista Genésio Nogueira iniciou uma coleção de LPs e CDs dedicados à obra do compositor. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DESAFIOS DA INCLUSÃO SOCIAL PARTE 3 (FINAL)


INCLUSÃO SOCIAL
A Educação Inclusiva, como o próprio nome diz, visa incluir na sociedade escolar todo perfil de aluno; seja ele dito “normal”, possuidor de a alguma deficiência ou disfunção intelectual.  Hoje em dia na área educacional percebe-se a importância desse perfil de aluno está integrado a sociedade escolar, uma vez que a escola é a porta de entrada para a inserção do individuo à sociedade.
Podemos afirmar que a educação aqui no Brasil está saindo de sua fase embrionária e vem ganhando espaço nas disciplinas de formação docente nas universidades, nos cursos livres e profissionalizantes.  Ouvimos nas mídias sociais, nos meios de comunicação a preocupação para a prática inclusiva. Os avanços da psicologia também tem ganhado muito espaço com suas ampliações cientificas que tem sido de grande importância para avaliação do perfil educacional.  O docente tem sido preparado com mais incisão com relação ao tema nas faculdades, e cursos de extensão para professores já formados.   O ideário da inclusão social se torna algo completo no que se diz respeito aos parâmetros de justiça social, mas hoje ainda não passa de uma ideia utópica para que essa concepção venha a se tornar uma realidade comum em nossa sociedade.  As dificuldades são muitas: ainda há falta de preparo dos docentes, falta de profissionais para auxiliar deficientes nas escolas, falta de centros de apoio ao aluno deficiente, falta de material especifico para assistência em aula, e principalmente a conscientização da sociedade para que esse conceito ganhe importância e amadurecimento social.  O preconceito e a indiferença nas escolas também é um ponto importantíssimo a ser reavaliado.  O professor tem um desafio muito grande com relação a inclusão, pois além de ter que educar e incluir alunos que possuem deficiência física ou intelectual, existem aqueles que possuem algum problema de cunho psicológico causado por um estresse na atmosfera familiar, por exemplo. A educação trazida de casa pelo alunado individualmente falando, também é um grande desafio para o professor administrar em seu percurso escolar, pois a diversidade de culturas agregada por cada aluno em seu contexto familiar é levada para as salas de aula. A visão de mundo que cada aluno carrega em si, da concepção de ética religiosa, sexualidade, etnia e poder aquisitivo são outras barreiras a serem vencidas.  Outro ponto que deve ser relevado é a questão de do desinteresse do aluno pelas aulas.  Um levantamento divulgado em março pela ONG Todos Pela Educação revela que apenas 29% dos estudantes que concluem o ensino médio no pais sabem requisitos mínimos de português. Em matemática a situação é ainda pior: só 10%.  Os motivos do fracasso são muitos.  Vão de questões de infraestrutura e a má remuneração dos docentes.  O ultimo censo escolar realizado pelo Ministério da Educação afirma que cerca de 230 mil professores do 5º ao 9º ano que responderam um questionário sobre a causa dos problemas da aprendizagem, 91% afirmaram há desinteresse e falta de esforço por parte dos estudantes. De acordo com o Psicólogo americano Daniel Willingham: “Uma das coisas que mais desmotivam o aluno é ser colocado em uma forma de bolo, onde todos tem que seguir no mesmo ritmo”.


TECNOLOGIA COMO PRÁTICA EDUCACIONAL DE DIVERSIDADE
Na metade do século XX em diante, tais considerações podem ser fartamente observadas com o surgimento dos computadores que provocou profundas transformações culturais, sociais e econômicas na humanidade.  O computador está presente em quase tudo na vida do cidadão desde a vida doméstica, nos meios de transporte, no controle e automação da produção industrial e revolucionou os sistemas de informação e comunicação, alcançando seu auge com o surgimento da internet e da Web. Segundo Ruth Nogueira. “observando a história da humanidade, verifica-se que as tecnologias existentes em cada época marcam formas de organização social, de comunicação e de comportamentos e, influenciam na definição de novos valores... A Web oferece informações e opiniões diversas em várias línguas, culturas, visões de mundo, comportamentos, vivencias e entendimento da sociedade.”



Partindo desse pressuposto podemos entender como o sistema de TI se torna indispensável para inclusão social do alunado nas escolas. A informática é uma porta de entrada para todo perfil de aluno que contribui de forma dinâmica e faz com que todos, principalmente alunos que apresentam deficiências ou disfunções intelectuais se interajam com os alunos não possuidores de deficiência.  Através de jogos interativos, colaborativos, aplicativos e softwares de desenvolvimento educacional, o professor consegue ter opções para causar um rompimento na exclusão social. Um exemplo disso se encontra no piso superior de um prédio reformado na favela da Rocinha onde quase não existem paredes.  Duas grandes salas abrigam alunos de 7º ao 9º ano.  Eles trabalham em grupos.  Alguns usam netbooks e notebooks para acessar o You Tube.  Outros fazem exercícios em uma plataforma digital. Os erros e os acertos são marcados em uma ferramenta digital onde o professor acompanha o progresso de cada um.  Os mais adiantados avançam as etapas em seu próprio ritmo e os mais atrasados recebem o auxílio do docente. Desde Fevereiro deste ano essa é a rotina do Ginásio Experimental de Tecnologias Educacionais (GENTE), que visa uma educação interacionista onde não existem prova bimestral, lição de casa ou recuperação.
            Infelizmente existe um contrapeso em todo esse avanço tecnológico. Com esse avanço, o custo de manutenção aumenta e provoca um distanciamento muito grande entre grupos sociais (entenda-se por classes sociais).    Segundo Olivia Bandeira de Melo Carvalho, “é cada vez mais aceita a ideia de que a distribuição desigual da tecnologia aumenta as desigualdades econômicas e sociais. No entanto, a maior parte das políticas públicas de inclusão digital dá ênfase à disponibilização dos aparatos tecnológicos, sem levar em conta outras competências necessárias para sua utilização, bem como outras políticas essenciais para a superação das desigualdades.”.


CONCLUSÃO
            Concluímos que filosoficamente falando estamos em um patamar de ideário de inclusão social bastante avançado, mas também entendemos que essa realidade na prática está muito longe de ser verdade.  Ao comparar com países desenvolvidos como EUA, Japão, China, Canadá e outros, estamos muito abaixo não só no conceito de inclusão, mas de educação em geral.  Apesar de o País ter verba para esse tipo de investimento, faltam políticos sérios e que se comprometam com o ensino no Brasil.  O maior motivo que se torna inviável o investimento é que na cabeça da maioria dos políticos e empresários é que não há um retorno financeiro.  O mesmo acontece para Saúde, transporte, e outros.  Para haver solução e andamento da educação no Brasil é necessário haver uma reforma de base e uma politica nacionalista em prol do desenvolvimento social.
BIBLIOGRAFIA
CARVALHO Olívia - Liinc em revista, Vol 5 , nº 1 (2009)
NOGUEIRA Ruth - Revista Geografares, n°12, p.228-257, Julho, 2012
ROTHAMAN Paula – Sob Medida, Revista Info, Edição 328 – Abril, 2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A ORIGEM DA BÍBLIA




ORIGEM


                A Bíblia é uma obra de autoria coletiva formada a partir de antigas narrativas orais.  Apenas no século XV foi publicada em livro como conhecemos hoje.  A palavra Bíblia deriva do termo Bíblos, que em grego, significa livro.  A Bíblia é, portanto uma reunião de livros.  O Pentateuco, por exemplo, reuni cinco livros: Genesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
                   # Manuscritos Bíblicos: Na Antiguidade esses livros eram copiados a mão em rolos de pergaminho.  Dessa maneira os livros que compõem o Antigo e o Novo Testamento foram sendo transmitidos ao longo dos séculos.  A mais importante descoberta de manuscritos bíblicos ocorreu em 1947, em Israel quando foram encontrados, em cavernas, rolos datando dos séculos III a.C. e I d.C.  São os Manuscritos do Mar Morto, atualmente conservados em Israel.
              # Antigo e Novo Testamento: Juntando todos os manuscritos existentes, os estudiosos conseguiram compor os livros que hoje formam a Bíblia.  O Antigo Testamento compreendem os livros escritos antes de Jesus Cristo.  O novo Testamento, por sua vez narram as pregações de Jesus e cartas escritas pelos apóstolos, além dos livros do Apocalipse e de Atos.
                   # Pergaminho: Era feito de pele de cabra, ovelha ou outro animal tratada para servir de material de escrita.

ALGUMAS CURIOSIDADES SOBRE A BÍBLIA

         A divisão do Antigo Testamento em versículos foi estabelecida por estudiosos judeus das Escrituras Sagradas, chamados de massoretas. Com hábitos monásticos e ascéticos, os massoretas dedicavam suas vidas à recitação e cópia das Escrituras, bem como à formulação da gramática hebraica e técnicas didáticas de ensino do texto bíblico. Foram eles que, entre os séculos IX e X, primeiro dividiram o texto hebraico (do Antigo Testamento) em versículos. Influenciado pelo trabalho dos massoretas no Antigo Testamento, um impressor francês chamado Robert d´Etiénne, dividiu o Novo Testamento em versículos no ano de 1551. D´Etiénne morava então em Gênova, na Itália.

O imaginário do fruto proibido

           A Bíblia não menciona qual era a fruta da árvore do conhecimento do bem e do mal, que não devia ser comida por Adão e Eva. Uma tradição européia associa essa fruta com a maçã. Em latim, a palavra malum significa tanto “maçã” como “mal”, o que pode ter originado essa tradição.

           O documento mais antigo que traz um trecho da Bíblia é um fragmento dos Rolos do mar Morto, encontrado próximo da costa do mar Morto em Israel. Escrita em torno de 225 a.C., a passagem é de um dos livros de Samuel que faz parte do Antigo Testamento. O texto mais antigo do Novo Testamento existente é um pedaço do Evangelho de João. Escrito em torno de 125 d.C., talvez apenas 30 anos depois da composição do Evangelho, o fragmento contém partes de João 18.31-33, incluindo a pergunta de Pilatos a Jesus: “Você é o rei dos judeus?”.

Pergaminhos do Mar Morto

          Jesus nasceu em Belém da Judéia uns dois anos antes da morte de Herodes, o Grande, o que aconteceu em 4 a.C. Quando o calendário romano foi reformado, séculos mais tarde, houve um erro de uns seis anos no cálculo do começo da era cristã. É por isso que, em vez do ano 1 da era cristã, a data correta do nascimento de Jesus é 6 a.C.

             Até boa parte do século XVI, as Bíblias eram publicadas somente com os capítulos. Foi assim, por exemplo, com a Bíblia que Lutero traduziu para o Alemão, por volta de 1530. A primeira Bíblia a ser publicada incluindo integralmente a divisão de capítulos e versículos foi a Bíblia de Genebra, lançada em 1560, na Suíça. Os primeiros editores da Bíblia de Genebra optaram pelos capítulos e versículos vendo nisto grande utilidade para a memorização, localização e comparação de passagens bíblicas. Em Português, já a primeira edição do Novo Testamento de João Ferreira de Almeida (1681) foi publicada com a divisão de capítulos e versículos.

   
Lutero traduziu a Bíblia para o alemão em 1530

quarta-feira, 1 de maio de 2013

OS DESAFIOS DA INCLUSÃO SOCIAL – PARTE 2







                No primeiro post, foi escrito sobre as dificuldades da escola em receber pessoas que apresentam algum tipo de deficiência e a história desses ao olhar da sociedade.  Nesse tópico será explicado sobre alguns tipos de deficiências existentes:
DEFICIÊNCIA VISUAL – É caracterizada pela cegueira ou baixa visão (entende-se por subnormal). A definição da cegueira adotada pela OMS afirma que o melhor olho deva ter acuidade menor ou igual a 0,05.  Já a visão subnormal é caracterizada pela perda de visão onde não é permitido o tratamento cirúrgico ou clinico através da aplicação de óculos.  De acordo com a OMS esse tipo de deficiência apresenta uma acuidade visual abaixo de 30%.
SURDOCEGUEIRA – Esse tipo de deficiência faz com que este se isole e tenha muita dificuldade de interação com outras pessoas. Hoje a surdocegueira é compreendida apenas de uma só deficiência (audição e visão). O individuo portador dessa deficiência necessita de afetividade, mediador e acompanhante.  Elas acabam também por ter um comportamento infantilizado devido a sua dependência.
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL – Antes era conhecida por deficiência mental.  As pessoas portadoras dessa deficiência têm como ponto negativo o seu funcionamento intelectual abaixo da média, dificultando assim o seu aprendizado. [...] funcionamento intelectual geral significantemente abaixo da média, oriundo de um período de desenvolvimento, concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade de responder adequadamente  às demandas da sociedade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados pessoais, habilidades sociais, desempenho na família e comunidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, de lazer e trabalho. (AARM, 1992).  A limitação intelectual interfere de maneira abrupta na vida do individuo.  Vemos esse reflexo na aprendizagem, na execução de determinadas atividades da vida diária, na vida familiar e social etc... O aluno com DI exige do educando um trabalho mais sistematizado onde requer um período mais longo na construção do aprendizado.
TRANSTORNOS GLOBAIS DE DESENVOLVIMENTO (TGD)
                O transtorno global de desenvolvimento é muito difícil de diagnosticar rapidamente.  Depende muito do olhar do docente, já que caracterizam-se pelos padrões de comunicação estereotipados e repetitivos.  São muito diferente os transtornos que variam de um aspecto autista, psicose infantil, síndrome de Asperger, a síndrome de kanner e a síndrome de Rett
# Síndrome de Asperger é um transtorno do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por apresentar fala compreensível. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido aprovada a sua eliminação do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" (DSM), sendo fundida com o autismo.
# Sindrome de Kanner é um transtorno que tem o seu início na infância. É caracterizado pela presença de um desenvolvimento acentuadamente anormal ou prejudicado das interações sociais e da comunicação e de um repertório marcadamente restrito das atividades e interesses.
# Sindrome de Rett  é uma doença neurológica que afeta principalmente o sexo feminino (aproximadamente 1 em cada 10.000 a 15.000 meninas nascidas vivas), em todos os grupos étnicos.  Clinicamente é caracterizada pela perda progressiva das funções neurológicas e motoras após um período de desenvolvimento aparentemente normal, que vai de 6 a 18 meses de idade. Após esta idade, as habilidades adquiridas (como fala, capacidade de andar e uso intencional das mãos) são perdidas gradativamente e surgem as estereotipias manuais (movimentos repetitivos e involuntários das mãos), que é característica marcante da doença.


LIDANDO COM O TGD NA ESCOLA
                O incentivo ao convívio social deve ser a meta para vencer o TGD. Na escola o professor deve estabelecer rotinas em grupo para que essa inclusão se torne verdade.  O auxilio profissional necessário pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) deve ser solicitado. Apesar de ser uma utopia na grande maioria das escolas o AEE, é algo que facilita o trabalho desse alunado.  Identificar individualmente a potencialidade de cada aluno, investindo em sua autonomia e ganhando a confiança dessa criança.
SOBRE AS CRIANÇAS SUPERDOTADAS
                Esse tipo de criança se caracteriza pela individualidade e pelo desafio que rouba por muitas vezes a paciência do docente.  São alunos com grande facilidade no aprendizado e consegue dominar rapidamente os conceitos que lhes são passados em sala de aula.  Esse tipo de aluno costuma adquirir um interesse tão grande por uma determinada disciplina que acaba esquecendo-se das demais.  Muitos deles não gostam de trabalhar em grupo por não compreender o ritmo dos demais alunos, do qual ele acha ser um ritmo lento. 

Com tudo isso alguns cuidados devem ser tomados para que possamos atingir os dois extremos no alunado.  É claro que se torna um desafio para o professor, que geralmente costuma a dirigir uma turma com 30, 40 ou 50 alunos e ter que lidar as vezes com dois ou três alunos que possui alguma das características acima.  O contexto social também conta muito.  Como se diz, a educação vem de casa e o comportamento do aluno respinga na escola.  Dentro de uma classe podemos ter alunos cujos os pais vivem problemas na vida financeira, talvez sentimental, saúde etc...  As situações que uma família vive dentro de casa podem ser muitas e variadas.  Com tudo isso, é mais que normal que a criança acaba absorvendo a situação familiar do qual ela está inserida.  Existem crianças que passam por um drama de uma separação, um óbito na família, um período de doença de algum ente querido – e muitas dessas  vezes algumas crianças tendem-se a se isolar ou até mesmo tornar-se mais agressiva no seu relacionamento social.  Talvez você se pergunta: O professor tem que olhar para tudo isso?  Ele deve ser professor, pedagogo, psicólogo, terapeuta, padre, pastor, guia espiritual, melhor amigo, conselheiro mor... e isso com mais de um aluno? É obvio que não, porém você pode, de um ponto de vista mais humanista ajudar em algo mais.  É impossível ajudar vários alunos ao mesmo tempo, e ainda por cima falta incentivo ao professor ( o que torna quase uma utopia o meu artigo), mas podemos melhorar.  É como disse um grande homem que passou em Israel há muito séculos atrás: “Ame o próximo como a ti mesmo!” No próximo post trabalharemos melhor sobre a questão familiar escrita neste ultimo paragrafo e sobre superação nas deficiências físicas.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

UMA BREVE HISTÓRIA DA SELEÇÃO BRASILEIRA




                Apesar do momento bem desfavorável em que a seleção brasileira se encontra, o brasileiro pode dizer com muito orgulho que tem prazer na história do seu futebol.  Podemos até dizer que os ingleses inventaram o futebol, mas fomos nós brasileiros que inventamos a forma como se joga. Poderíamos ter tido mais do que cinco títulos mundiais, se não fosse a falta de sorte nas copas de 50, 78, 82 e 86 e se não fosse também o malogro de 98 e o salto alto de 2006.  Uma coisa é certa: o Brasil fez o futebol. 

                No início havia quatro seleções: Havia a Brasileira só formada por brasileiros (quase todos paulistas e cariocas); a Estrangeira, composta quase todas de ingleses e alemães que viviam aqui; a Paulista, integrada pelo melhores atletas da Liga Paulista; e a Carioca, composta pelos principais jogadores da Liga Metropolitana, do Rio de Janeiro.

     Esse foi um dos primeiros uniformes da seleção

                As seleções Paulista e Carioca, admitiam estrangeiros.  Aliás, qualquer jogador poderia participar delas desde que estivesse escrito em uma liga.  Por impor menos restrições, as seleções Paulista e Carioca eram as mais poderosas.  Em 1913, por exemplo, o Corinthians inglês excursionou pelo Brasil, derrotando a Seleção Brasileira, mas perdendo para Seleção Carioca, que tinha os ingleses Harry Welfare, Harry Robinson Sidney Pullen em seu time.

                A verdadeira Seleção nacional apareceu em 1914 quando a Liga Metropolitana de Sports Athleticos formou um combinado Rio-São Paulo, que estreou vencendo o quadro inglês Exeter City no campo do Fluminense.  Ainda nesse mesmo ano a Seleção jogou em Buenos Aires, vencendo a Argentina na primeira disputa da Copa Roca.


Seleção brasileira de 1914


                            

Calção e camisa brancos com braçadeiras azuis era o primeiro uniforme da Seleção Brasileira, que se apresentava no inicio.  Já no torneio Sul-Americano de 1917, a seleção voltava com um uniforme branco com escudo da CBD.  Mas no Sul-Americano de 1919 o escrete estreava um uniforme que se tornaria tradicional:  camisa branca, de gola azul com escudo e calção azul.  Com esse uniforme o time brasileiro chegou à Copa do Mundo de 1950, onde o Brasil perdeu o jogo da final e o titulo para a poderosa Seleção  Uruguaia


   
  Seleção de 1950 que perdeu a final do mundial para o Uruguai

O desfecho desse campeonato foi tão desastroso que os dirigentes quiseram até mudar o uniforme da Seleção.  Nos Jogos Olímpicos de 1952 os Brasil estreava com a camisa amarela.  E foi com esse uniformes modificado em pequenos detalhes, que o Brasil se apresentou na Copa de 1958, na Suécia, quando se sagrou pela primeira vez campeão mundial. Na copa de 1962 no Chile, o Brasil usava o mesmo uniforme, sagrando-se Bi Campeão Mundial.  Então a Seleção ganhou em sua camisa duas estrelas sobre o escudo, simbolizando a conquista dos dois mundiais.   Com esse uniforme a seleção ficou conhecida como Seleção Canarinho, que hoje já  possui cinco títulos mundiais.   

Seleção brasileira campeã de 1958 na Suécia com seu segundo uniforme

Com a camisa amarela a seleção se sagrou com cinco títulos mundiais





sábado, 30 de março de 2013

OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA - PARTE 1





ORIGEM DO TERMO E HISTÓRIA

            A Educação Inclusiva, como o próprio nome diz, visa incluir na sociedade escolar todo tipo de perfil de aluno; sem exceção.  A partir desse pressuposto esse conceito de escola deve reconhecer as diferenças humanas como normais  e a aprendizagem centrada a partir das limitações e potencialidades do sujeito.  Hoje em dia na área educacional percebe-se a importância  desse perfil de aluno está integrado a sociedade escolar, uma vez que a escola é a porta de entrada para a inserção do individuo à sociedade.  Falar de educação inclusiva não é falar de alunos deficientes somente.  Todo o tipo de aspecto é avaliado nesse conceito educacional.  Infelizmente tudo o que se fala hoje em dia sobre educação inclusiva não passa de utopia, salvo algumas exceções.  O que vemos na realidade são escolas e professores mal preparados, que tem que fazer o impossível para poder tentar dar uma assistência pelo menos respeitosa ao aluno, passando por cima dos poucos ou nenhum recurso que a escola oferece.  Culpa do professor?  Culpa da escola? Para ambas as perguntas a resposta seria não.  Em pleno século XXI o nosso pais tem alcançado patamares mais altos em relação ao desenvolvimento, chegando até a ter “condições” de realizar uma Copa do Mundo, que é o evento mais importante do esporte.  Partindo dessa afirmação é impossível entender como o Brasil ainda é tão atrasado em relação a educação.  Perguntamos também, como seria possível tirar do mundo das idéias a questão da inclusão social e leva-las a se tornar algo material se nem ao menos temos uma reforma de base nas escolas onde se mantém os alunos ditos “normais” ou não possuidores de deficiência.  Afinal a reforma de base não fica apenas no âmbito escolar.  Para entendermos melhor essa questão postarei esse artigo que está dividido em quatro partes para se entender a atmosfera dessa questão social.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA , EDUCAÇÃO ESPECIAL E SUA DEFINIÇÃO

Bobo da corte

            É uma modalidade de ensino que visa todos os níveis e etapas tendo como meta o atendimento educacional especializado disponibilizando recursos para esse atendimento, orientando alunos e professores utilizados nas turmas comuns do ensino regular. Consiste também em tornar toda a sociedade em um lugar viável para convivência de todos os tipos de perfis, na realização de seus direitos, necessidade e potencialidades.

TIPOS DE DEFICIÊNCIAS

            PRÉ-NATAIS – ocorrem antes do nascimento, ou durante o período de gestação: problemas de ordem genética, exposição da mãe a raios-X, radioterapia e medicamentos sem orientação médica ou uso de drogas, ou até mesmo idade avançada da mãe entre outros.

        PERINATAIS – ocorrem durante o parto: anoxia, traumas cranianos, utilização de forcéps, problemas pulmonares que ocorrem durante a passagem do meio aquático para o gasoso etc...

            PÓS NATAIS – ocorrem após o nascimento.  Acidentes que provocam traumas envenenamento, infecções, utilização de medicamentos etc...

HISTÓRIA

 
Os gregos cultuavam o corpo perfeito

            Os primeiros períodos do histórico das deficiências ocorrem na idade antiga, onde essas pessoas eram marcadas pela exclusão, segregação, abandono e extermínio.  Na Grécia antiga onde o grego cultuava o corpo perfeito, as crianças que possuíam alguma deficiência eram sacrificadas ou deixadas nas montanhas as escondidas. 
            Durante a Idade Média (416 d.c. à 1453 d.c.)  as crianças deficientes eram vistas como resultados de magia negra e feitiçarias, mas com o avanço do Cristianismo cujo a base de pregação é o amor ao próximo esse valores foram se modificando com o passar do tempo.
            Já a partir do inicio da Idade Moderna (1453 d.c. à 1789) ainda havia um preconceito muito grande com relação a estes, pois por falta de conhecimento científico, as pessoas viam os deficientes como pessoas endemoniadas.  No século XVI o tratamento de deficientes era feito através de magia e astrologia. Mas esses paradigmas foram quebrados com o avanço da medicina. No século  XVII  já havia uma preocupação maior com a questão da deficiência, mas essas pessoas ainda viviam na segregação; habitando em conventos, asilos e hospitais psiquiátricos.

Bobo da corte por Velásquez

            A partir do século XVIII, houve um avanço mais significativo na área da medicina, onde passou-se a entender que as deficiências eram causadas por disfunções do organismo. Já no século XIX , associa a deficiência à incapacidade e necessidade de  dependência. A educação era vista como uma forma de cura.
No século XX, a segregação perde força dando lugar à integração.  A aprendizagem nos colégios passam a ganhar importância.  Nesse mesmo período são criadas instituições especializadas.  Nos anos 60 e 70, surgem movimentos a favor da desinstitucionalização. Com isso ocorrem encaminhamentos de jovens considerados mais aptos para as escolas regulares, classes especiais e salas de recursos, e esse período recebeu o nome de integração.  Já na década de 90 no Brasil, começaram as discussões em torno de um novo modelo de atendimento escolar denominado inclusão escolar.




segunda-feira, 18 de março de 2013

ODISSEU E A GUERRA DE TRÓIA



                                                                 Iconografia de Odisseu

Odisseu (Ulisses) foi um dos maiores heróis míticos da Antiguidade.  Rei da Ilha de Ítaca, Odisseu juntou-se a outros gregos na expedição contra a cidade de Tróia, com o objetivo de resgatar a bela Helena, raptada por um príncipe troiano.  Como os gregos não conseguiam, pelas armas, derrotar os troianos, Odisseu teve uma ideia para vencer o inimigo. Mandou fazer um cavalo enorme e convenceu aos troianos de que o cavalo era uma oferenda à deusa Atena e, se ele entrasse na cidade Tróia nunca cairia.  O cavalo era oco e nele se esconderam os soldados.  Quando anoiteceu, os soldados saíram do cavalo e atacaram a cidade.  Orgulhoso desse feito, Odisseu desafiou os deuses, afirmando que venceu a guerra sem ajuda deles. Ofendidos, os deuses o puniram criando muitos obstáculos de volta a cidade de Ítaca.  Punido por seu orgulho, Odisseu levou dez anos para voltar a sua terra natal, onde o esperavam sua esposa, Penélope, e seu filho.  A história de Odisseu foi contada em duas obras literárias atribuídas a Homero: A Ilíada, que narra a guerra de Tróia, e a Odisséia, que relata as aventuras do herói grego em sua viagem de volta à Grécia.

Cena final do filme A Odisséia

quinta-feira, 14 de março de 2013

O PAPA ARGENTINO

     Dizem que futebol, religião e politica não se discutem, mas é impossível. Com ascensão de um papa argentino fica impossível não fazer comparações com o futebol.  Hoje pela manhã deparei com uma noticia no jornal dizendo "Eles já tem o Messi, agora tem o Papa também" e outra: "o Papa é argentino, mas Deus é brasileiro" O site do jornal esportivo argentino OLÉ entrou com uma manchete " La mano de Dios", uma alusão ao gol de mão de Maradona na semifinal da copa de 1986 contra a Inglaterra, do qual a Argentina se sagrara campeã na rodada seguinte.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ANNIE LENNOX


     

     Annie Lennox nasceu em 25 de Dezembro de 1954, em Aberdeen, na Escócia.  Filha única, Annie foi extremamente cuidada pelos pais e desde cedo mostrou pendão para as artes e ainda menina aprendeu a tocar piano, flauta, além de cantar em corais e estudar dança.  A jovem Annie era apaixonada pela música negra, especialmente os artistas da Montown, com Marvin Gaye, Stivie Wonder e The Supremes.
     Aos dezessete anos, resolvel se mudar para Londres e foi estudar na Royal Academy of Music.  Durante três anos ela estudou música erudita e sobrevivia fazendo pequenos serviços, como o de garçonete.  Annie confessa que foi muito infeliz nos estudos, abandonando a escola semanas antes dos exames finais, para desconsolo dos pais que sonhavam ver a filha famosa.


     Um de seu empregos nessa época foi trabalharem uma loja de discos, onde conheceu Stivie Tomlin, com quem teria uma amizade longa. Foi ai que Annie resolveu seguir a carreira musical, tendo a cantora canadense Joni Mitchel como grande Inspiração.  Assim ela se juntou ao grupo Dragon’s Playground e Red Brass.
     Ao lado da amiga Joy Dey, tentou montar uma dupla com o nome Stocking Tops, o que não deu muito certo.  Corria o ano de 1976, quando Annie resolveu arranja um emprego de garçonete para poder sobreviver, no Pippins Restaurant, em Hampstead.  Foi lá que iria conhecer Dave Stwart, seu futuro parceiro no Euthymics.

NO MORE I LOVE YOU'S 

WHY

TURMA DA MONICA

SNOOP

CALVIN